sexta-feira, 12 de abril de 2013

As culturas indígenas e o capitalismo


  
  As culturas indígenas e o capitalismo


Como podemos ver através de estudos históricos, crenças, mitos e contos indígenas, temos uma base da cultura indígena, sempre voltada para a natureza respeitando-a ou explorando seus benefícios para os próprios fins, nunca financeiros. Os costumes das tribos indígenas proporcionaram uma janela para os imigrantes que com bugigangas e coisas fúteis aos demais capitalistas conquistaram o índio, que com o passar do tempo foi vendo suas tribos destruídas, assim como os seus costumes e suas culturas. Essa perda de cultura indígena se mantém até hoje pois essa forma cultural que nós brasileiros vivemos é totalmente européia, a começar pelo nosso idioma, toda esta interação e substituição de nossos costumes e povos originais (indígena) foi plenamente a base de força e massacre. O índio é um ser que deveria ser amplamente respeitado, pois tem costumes e construiu uma cultura totalmente mais digna que a nossa. No livro Iracema que foi escrito á um tempo atrás, fala da “invasão” dos brancos na vida dos índios, com isso modificando sua cultura. Muitos índios já adotaram o nosso modo de vestir, nossos alimentos, enfim, o modo de viver dos brancos. Também no livro Iracema conta a história de um amor proibido entre uma índia brasileira e um invasor português, com esse romance já podemos perceber que havia uma exclusão entre a raça indígena e a raça branca. Antigamente os índios não tinham o costume de usar roupas e sim pinturas sobre a pele, mas agora esses costumes mudaram, como nós, os índios são obrigados a usar vestimentas (roupas). Muitos índios tem suas terras invadidas por mineradoras, usinas e outras empresas, essas não se importam se estão destruindo terras, a natureza e até mesmo famílias indígenas, pois muitos ficam sem suas moradias.Por esses motivos todos índios tem direito de se reivindicar, pois, são simplesmente explorados, maltratados, obrigados a mudar suas culturas, simplesmente por homens que querem lucrar sobre eles e suas terras. Com o passar do tempo, viemos a entender como e porque os índios foram perdendo seus costumes, seus hábitos, suas culturas para os 'brancos', pois suas terras foram e continuam sendo disputadas por muitos países. Muitas áreas foram dominadas e os índios expulsos em nome do objetivo comercial com o desmatamento das florestas, que levou por fim a vastas áreas de degradação da natureza.
   

Sobre a Funai


A Fundação Nacional do Índio – FUNAI é o órgão federal responsável pelo estabelecimento e execução da política indigenista brasileira. Seu objetivo principal é promover políticas para o desenvolvimento sustentável das populações indígenas, aliar a sustentabilidade econômica à sócio- ambiental, promover a conservação e a recuperação do meio ambiente, controlar e mitigar possíveis impactos ambientais decorrentes de interferências externas às terras indígenas, monitorar as terras indígenas regularizadas e aquelas ocupadas por populações indígenas, incluindo as isoladas e de recente contato, coordenar e implementar as políticas de proteção aos grupos isolados e recém-contatados e implementar medidas de vigilância, fiscalização e de prevenção de conflitos em terras indígenas.

A missão da Funai é coordenar o processo de formulação e implementação da política indigenista do Estado brasileiro, instituindo mecanismos efetivos de controle social e de gestão participativa, visando à proteção e promoção dos direitos dos povos indígenas.

As Lutas


Não sabemos se o principal motivo é pela nossa latente descendência amazônica e fisionomia indígena aparente, mas o fato é que temos verdadeiro fascínio pela cultura étnica. Em especial, pelas culturas de origem ameríndia e africana, das quais colecionamos artefatos artesanais.
Vale ressaltar que, nesse contexto, as lutas corporais estão inseridas como papel relevante dentro de ritos e crenças que constituem a cara, corpo e voz desses povos.
Assim, neste artigo, optamos por versar sobre as Lutas Corporais Indígenas.
De fato, as lutas mais antigas praticadas no Brasil podem ser consideradas, a princípio, as Lutas Corporais Indígenas que, diferente do que se imagina, em vez de importante fundamentação marcial (com técnicas bem organizadas para utilização em guerras), foram e são, majoritariamente, reveladas em disputas ritual-comemorativas.
Se considerarmos alguns registros antropológicos, nos quais revelaram presença de nativos organizados em tribos anteriores a 5.000 a.C, bem antes do descobrimento do Brasil, seguramente podemos afirmar que as Lutas Corporais Indígenas são as mais antigas praticadas em solo brasileiro.
Na atualidade, é realizada por homens e mulheres, e está inserida na cultura de diversos povos indígenas como os Xinguanos, Bakairi e os Xavantes, os quais realizam a luta denominada de “Huka Huka”.
Os Gavião Kyikatêjê/Parakatêye, do Pará, praticam o “Aipenkuit” e os Karajá praticam o “Idjassú”.
Segundo especialistas da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), as Lutas Corporais Indígenas foram inseridas nos Jogos Indígenas desde a primeira edição, apenas como apresentação.
Sempre foi grande o desejo de realizar uma competição de lutas corporais entre diversas tribos. Entretanto, essa possibilidade é pouco provável em função da grande diversidade de estilos de luta e técnica. Enquanto algumas etnias iniciam a lutam em pé, outras adotam o modelo de iniciar com os lutadores ajoelhados no chão, caso do Huka Huka.
O Huka Huka inicia quando o “dono da luta” caminha até o centro da arena de luta e chama os adversários pelo nome. Os lutadores se ajoelham girando em círculo anti-horário, até se entreolharem e se agarrarem, tentando projetar o adversário ao solo.
No Idjassú, os atletas iniciam a luta em pé, se agarrando pela cintura, até que um deles consiga projetar o adversário. O atleta vencedor abre os braços e dança em volta do oponente, cantando e imitando uma ave.
O Aipenkuit têm certa semelhança no desenvolvimento da luta com o Idjassú. Não existe um juiz, e sim um observador indígena denominado de “dono da luta”, cabendo aos atletas, reconhecer a derrota, vitória ou empate.
Apesar de não existir pelas etnias prêmio para o vencedor da luta, há reconhecimento e respeito de todos. Não obstante, especificamente no caso do Huka Huka, aos grandes campeões é reservada a honra de participar ativamente do ritual denominado de Kwarup, no qual podem retirar um dos cintos de algodão de um tronco de árvore de mesma nomenclatura dada ao ritual.
O Kwarup é um ritual de homenagem aos mortos ilustres celebrado pelos povos indígenas da região do Xingu. O rito é centrado na figura de Mawutzinin, considerado o primeiro homem do mundo em sua mitologia. Como citado, Kwarup também é o nome de uma madeira.
Originalmente, teria sido um rito que objetivava trazer os mortos de volta à vida.
Tipicamente o ritual inicia com a chegada de grupos de índios de diversas aldeias, em meio a muitas danças. Depois alguns índios vão ao mato e cortam um tronco de kwarup e constroem uma cabana de palha em frente à Casa dos Homens, e sob ela fincam o tronco no chão.
É na manhã seguinte que se inicia a outra etapa do ritual. Os índios se aglomeram e começam as lutas de Huka Huka, primeiro, entre os campeões das diferentes tribos e, depois, lutas simultâneas, principalmente, entre indivíduos mais jovens que ainda não se firmaram como bons lutadores. Há relatos de que existem momentos nos quais haja perto de 30 lutadores, simultaneamente, em atividade.
É observado que muitos lutadores se pintam com traços de peixe no corpo e outros com traços de onça. As pinturas fazem menções à narrativa mitológica indicando a luta dos peixes contra as onças.

Curiosidades (Fique de Olho)



  • Atualmente, existem apenas dois estados brasileiros onde não vivem populações indígenas: o Piauí e o Rio Grande do Norte.
  • O número de etnias indígenas é maior do que o de línguas. Isso ocorre porque alguns povos indígenas deixaram de falar sua língua de origem em decorrência da violenta colonização que sofreram. Mas o fato de não falarem mais suas línguas originais não significa que deixaram de ser índios: eles se reconhecem e e devem ser reconhecidos como índios, com organizações sociais e culturas diferentes entre si e, ao mesmo tempo, distintas da sociedade não-indígena.
  • Hoje, muitos povos indígenas são bilíngues (geralmente falam o seu próprio idioma e o português) ou multilíngues (falam mais de duas línguas). Algumas comunidades estão aprendendo na escola a língua de seu povo, que estava deixando de ser utilizada, principalmente entre os mais jovens.
  • A população indígena tem crescido nos últimos anos, embora povos específicos tenham diminuído demograficamente e alguns estejam até ameaçados de extinção. São mais de 230 povos, alguns deles com parte de sua população residindo em outros países.
  • Os povos indígenas estão espalhados por todo o território brasileiro e em países vizinhos. No Brasil, a grande maioria das comunidades indígenas vive em terras coletivas, declaradas pelo governo federal para seu uso exclusivo. As chamadas Terras Indígenas somam, hoje, 650.
  • Muitas palavras que fazem parte do no nosso dia a dia têm origem indígena. Alguns exemplos são: abacaxi, arapuca, arara, capim, catapora, cipó, cuia, cumbuca, cupim, jabuti, jacaré, jibóia, jururu, mandioca, mingau, minhoca, paçoca, peteca, pindaíba, pipoca, preá, sarará, tamanduá, tapera, taquara, toca, traíra, xará.
  • Existem vários grupos linguísticos indígenas no Brasil, cada um formado por diferentes línguas. Esses grupos, conhecidos como “famílias”, podem pertencer a dois “troncos linguísticos” principais: oTupi (o maior e mais conhecido, encontrado em quase todo o território brasileiro) e o Macro-Jê(com cerca de 25 línguas, faladas no Centro-Oeste, na Região Sul, no Pará e na Amazônia meridional).
  • As famílias karib e aruák não constituem troncos, a cada uma delas é formada por várias línguas.

Principais costumes dos índios brasileiros:


Embora cada nação indígena possua sua própria cultura com hábitos e costumes próprios, existem alguns costumes que são comuns a praticamente todos os povos indígenas brasileiros. São estes que relacionamos abaixo:
- Os índios brasileiros se alimentam exclusivamente de alimentos retirados da natureza (peixes, carnes de animais, frutos, legumes, tubérculos);
- Costumam tomar banho vários vezes por dia em rios, lagos e riachos;
- Os homens saem para caçar em grupos;
- Fazem cerimônias e rituais com muita dança e música. Costumam pintar o corpo nestes eventos.
- Desde pequenas as crianças são treinadas para as atividades que deverão desempenhar na vida adulta;
- Realizam rituais de passagem entre a fase de criança e a adulta;
- Moram em habitações feitas de elementos da natureza (troncos e galhos de árvores, palhas, folhas secas, barro);
- Fazem objetos de arte (potes e vasos de cerâmica, máscaras, colares) com materiais da natureza.  Esta atividade é desempenhada pelas mulheres das tribos;
- Tratam as doenças com ervas da natureza e costumam realizar rituais de cura, dirigidas por um pajé;
- Possuem o costume de dividir quase tudo que possuem, principalmente os alimentos;
- Possuem uma religião baseada na existência de forças e espíritos da natureza.

O que são indígenas?


São designados como povos aborígenes, autóctones, nativos, ou indígenas (sendo os indígenas nativos das Américas também chamados de vermelhos ou peles-vermelhas), aqueles que viviam numa área geográfica antes da sua colonização por outro povo ou que, após a colonização, não se identificam com o povo que os coloniza. A expressão povo indígena, literalmente "originário de determinado país, região ou localidade; nativo", é muito ampla, abrange povos muito diferentes espalhados por todo o mundo. Em comum, têm o fato de que cada um se identifica com uma comunidade própria, diferente acima de tudo da cultura do colonizador.